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terça-feira, 3 de maio de 2011

Estudo: professores se dizem inseguros para usar tecnologias



Embora considerem importante, professores ainda se sentem inseguros para usar tecnologias na escola. Foto: Getty ImagesApesar de boa parte das escolas possuírem laboratório de informática, nem todos os professores se sentem aptos a utilizá-lo. É o que comprova a pesquisa das pedagogas Cacilda Alvarenga e Roberta Azzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O estudo aponta que 85% dos educadores de ensino médio de escolas públicas estaduais de Campinas (SP) não se sentem confiantes para utilizar tecnologias no ensino.
Desenvolvida em 27 escolas do município entre 2009 e 2010, com 253 educadores de 20 a 69 anos, a tese de doutorado de Cacilda trabalha com a ideia de autoeficácia, formulada pelo professor da Universidade de Stanford, Albert Bandura, sobre a Teoria Social Cognitiva. "O conceito trata da crença do professor na sua capacidade para planejar e executar ações para atingir determinados resultados. Acreditar na sua autoeficácia influi na motivação dos educadores para realizar certas tarefas, como utilizar Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)", explica a tese.


Outra questão levantada no estudo é que profissionais com menos idade são mais autoconfiantes quando se trata de TIC, porém não foi um dado tão relevante quanto Cacilda imaginava encontrar. "Às vezes, um professor mais velho tem mais familiaridade com a tecnologia. A partir da minha tese, não dá para generalizar", pondera.
Como justificativa para a insegurança dos entrevistados, fatores como tempo limitado e falta de qualificação aparecem fortemente. "Muitos trabalham nos três turnos, em duas escolas diferentes. Então explicam que não têm tempo para se apropriar dessas tecnologias", afirma Cacilda. Outros também se sentem pouco motivados devido à falta de apoio técnico e pedagógico. "Se ocorre um problema técnico no computador durante a aula, ele não sabe como proceder", diz.
Ainda assim, 76% acredita que as tecnologias favorecem o processo de ensino e aprendizagem. A pesquisadora esclarece que, só porque um educador tem uma autoeficácia baixa hoje, isso não significa que ela não pode ser modificada dali um mês. "Se o professor tiver mais acesso a esses recursos, com cursos de atualização, a crença na autoeficácia pode ser modificada", explica. A partir da visualização de atividades pedagógicas com esses recursos, o professor pode se inspirar para usar ideias parecidas em sala de aula.
A tese também apresentou que professores com computador em casa há mais de três anos demonstraram ser mais autoconfiantes que os outros em relação à TIC, provavelmente porque a experiência direta do uso do computador favorece a exploração dos seus recursos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Teste:O seu filho está seguro na internet?

http://jornale.com.br/mirian/?p=12947

“Não fale com estranhos”, “não abra a porta para estranhos”, “não converse com quem você não conhece”. Você deve ter ouvido essas recomendações de seus pais muitas vezes. E certamente diz o mesmo aos seus filhos. Mas provavelmente hoje a sua preocupação não é só com “estranhos reais”. Há as ameças que surgem na internet e, por isso, é importante que pais e familiares estejam atentos ao comportamento de crianças e adolescentes no computador.                                                                                           
                                                                                                                    
Mas, para ter certeza de que o seu filho não está correndo riscos na    internet, não adianta nada proibi-lo de usar as redes sociais (como Twitter, Facebook, Orkut…) ou programas de conversas instantâneas, como o MSN. O primeiro passo é participar ativamente das redes sociais e entender como elas funcionam. Você pode até interagir com o seu filho e os amigos dele. (Mas fique atento para não invadir a privacidade deles!)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Escolas públicas de Nova York abrem mão dos livros e usam laptops

Parece uma escola pública americana como outra qualquer, mas no primeiro intervalo os alunos não usam livros didáticos. Nas mãos, há computadores. Esta é uma das 20 escolas em Nova York que abriram mão dos livros tradicionais e estão usando a tecnologia para ensinar. No armário de um aluno, antes abarrotado, agora só tem dois cadernos, uma mochila e um casaco.
O projeto foi desenvolvido por especialistas em educação para ajudar a aumentar a quantidade de estudantes que vão para as universidades. O conteúdo que estava nos livros foi para páginas dos professores na internet, e todos agora estudam conectados à grande rede.
Na aula de biologia, o estudo dos microorganismos leva à descoberta de que cientistas tentam desenvolver uma vacina que poderia combater a malária e o HIV. Mas e a distração com a troca de mensagens, por exemplo? Uma aluna confessa: ela se distrai de vez em quando, mas se fossem só livros, ela diz que seria muito chato. “Com os computadores o estudo fica bem mais interessante”, acredita.